quinta-feira, 5 de maio de 2016

Corinthians empata com Nacional e chega à quinta eliminação em Itaquera

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Corinthians não foi o time frio que prometia ser para ir além das oitavas de final da Copa Libertadores da América. Nesta quarta-feira, a equipe comandada por Tite repetiu o seu fracasso de 2015 – eliminação nesta fase do torneio continental logo após cair nos pênaltis nas semifinais do Campeonato Paulista – ao empatar com o uruguaio Nacional por 2 a 2 em Itaquera.
Havia tensão na Zona Leste de São Paulo antes mesmo de a bola rolar. A torcida organizada do Corinthians fez festa com o uso dos controversos sinalizadores, o que retardou o início do jogo. Pouco tempo depois, Nico López abriu o placar em um vacilo da defesa corintiana. A reação veio ainda no primeiro tempo, com Lucca, porém Romero (o uruguaio) reduziu as esperanças brasileiras no segundo. André ainda desperdiçou um pênalti – o sétimo da sua equipe em dez batidos no ano. Marquinhos Gabriel converteu o 11º no final.
Após considerar que tinha conquistado um bom resultado ao empatar por 0 a 0 com o Nacional em Montevidéu, portanto, o Corinthians não soube tirar proveito da “vantagem” para evitar a manutenção de um trauma recente. Já são cinco eliminações acumuladas em Itaquera – antes, o time parou em Palmeiras (Campeonato Paulista), Guaraní, do Paraguai, (Libertadores), Santos (Copa do Brasil) e mais recentemente Grêmio Osasco Audax (Paulista).
A queda desta semana foi ainda a sétima do Corinthians em uma oitavas de final de Libertadores, somando-se às de 1991, 2003, 2006, 2010, 2013 e 2015. Fora do torneio continental, os comandados do antes elogiado Tite precisarão se conformar em iniciar a defesa do título brasileiro do ano passado. A estreia na competição de pontos corridos será contra o Grêmio, em Itaquera, no domingo de 15 de maio. Nesse período, o Nacional irá se preparar para enfrentar o vencedor do confronto entre Boca Juniors, da Argentina, e Cerro Porteño, do Paraguai.
O jogo – A torcida resolveu incendiar a partida em nome do Corinthians. Minutos antes de o árbitro Néstor Pitana soar o seu apito, o público organizado acendeu os seus polêmicos sinalizadores atrás do gol defendido por Cássio, o que trouxe muita fumaça para dentro de campo.
Não demorou para que o ambiente ficasse ainda mais nebuloso para o Corinthians. Aos quatro minutos, o Nacional aproveitou uma falha generalizada da defesa do time da casa para abrir o placar. Em posição duvidosa, Nico López cruzou para a área da direita, e Fagner levou a pior pelo alto. O mesmo centroavante ficou com a sobra após disputa entre Cássio e Fernández e chutou para a rede.
(Foto: Nelson Almeida/AFP)

Já àquela altura, estava excluída a possibilidade de a vaga nas quartas de final ser decidida por meio dos pênaltis, já traumáticos para o Corinthians nesta temporada. A “frieza” que Tite tanto pediu aos seus jogadores na véspera do jogo, no entanto, começava a faltar à sua equipe também com a bola rolando.
Foram com cobranças de escanteio, em meio à gritaria da torcida, que o Corinthians voltou para a partida. Felipe assustou o Nacional com duas boas cabeçadas depois de tiros de canto.
Aos 14 minutos, o Corinthians marcou o gol de empate. Giovanni Augusto tabelou com Fagner pela direita e colocou a bola na área do Nacional. Lá dentro, Victorino e Fucile se atrapalharam com a presença de André, e Lucca ficou livre para empurrar para dentro.
Lucca extravasou e reagiu como um torcedor após a igualdade. Ergueu a mão para o céu, cumprimentou quase todos os seus companheiros e brandiu os braços no ar. De tão empolgado, ficou afoito e passou a abusar do individualismo, embora fosse uma boa válvula de escape pela esquerda. Na direita, Giovanni Augusto, recuperado de lesão bem antes do previsto, sentia o ritmo intenso da partida.
Mesmo com a classificação assegurada com um empate, o Nacional não cedeu facilmente à pressão corintiana. O técnico Gustavo Munúa adiantou a marcação do seu time, prejudicando a saída de jogo adversária. Muitos torcedores, então, contrariaram Tite e impacientaram-se nas arquibancadas. Rodriguinho colaborava com a irritação com erros de passe e de domínio.
Para acalmar o público, o Corinthians colocou a bola no chão. Aos 33, Elias avançou bem pelo meio e deixou Lucca em condições de marcar o seu segundo gol na ponta esquerda. Desta vez, o goleiro Conde fez a defesa com o pé. Pouco depois, Rodriguinho desperdiçou outra boa chance, cabeceando por cima do gol após cruzamento de Fagner.
Apesar da melhora, o final do jogo foi preocupante para o Corinthians. Giovanni Augusto reclamou de dores e quase deu lugar a Marquinhos Gabriel. E, aos 45, o mesmo meia titubeou por causa de Nico López (que pedia para receber atendimento médico e levantou-se em seguida), gerando pane na defesa corintiana. Na sequência do lance, Cássio evitou o gol uruguaio com grande defesa em cabeceio de Fernández.
A malandragem de Nico López foi um prenúncio de que a partida ficaria bastante pegada no segundo tempo. Os jogadores das duas equipes só desceram para o vestiário depois de muita confusão. O Corinthians, com pressa, retornou de lá rapidamente. O Nacional, satisfeito com o resultado parcial, valorizaria o tempo o máximo que pudesse.
E a tranquilidade do Nacional superou o ímpeto corintiano. Depois de 14 muitos de contundência (ainda que sem tanta organização) da equipe mandante, a visitante chegou ao gol. Fernández recebeu de Nico López e bateu de fora da área. Cássio espalmou, e Romero finalizou cruzado e certeiro no rebote.
De imediato, Tite apostou em Romero e no estreante Marquinhos Gabriel nos lugares de Lucca e Giovanni Augusto. Como o Corinthians continuou abatido, apenas rolando a bola de um lado a outro diante da área, o técnico resolveu contar também com a experiência de Danilo. Bruno Henrique saiu vaiado para a entrada do meia. Guilherme, apática principal contratação para 2016, permaneceu no banco de reservas.
Mudado, o Corinthians iniciou um jogo de ataque contra defesa diante do Nacional. A melhor chance para empatar apareceria aos 37 minutos, quando Marquinhos Gabriel foi derrubado por Polenta. Pênalti. André se apresentou para a cobrança, deu a sua paradinha característica e praticamente jogou nas mãos de Conde a vaga nas quartas de final da Libertadores.

No final, a noite melancólica ainda teve a expulsão de Fagner, por cometer uma falta com o jogo parado. E, mesmo com um atleta a menos, o time de Tite alcançou o empate. Em uma penalidade – agora, bem cobrada por Marquinhos Gabriel (apesar dos gritos da torcida para Danilo bater), no penúltimo minuto de vida do Corinthians na Copa Libertadores da América deste ano.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 2 NACIONAL
Local: Estádio de Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 4 de maio de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Diego Bonfá e Cristian Navarro (ambos da Argentina)
Público: 43.098 pagantes
Renda: R$ 2.888.299,19
Cartões amarelos: Felipe e Bruno Henrique (Corinthians); Espino, Romero, Tabó, Porras e Polenta (Nacional)
Cartão vermelho: Fagner (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Lucca, aos 14 minutos do primeiro tempo, e Marquinhos Gabriel, aos 49 minutos do segundo tempo
NACIONAL: Nico López, aos 5 minutos do primeiro tempo, e Romero, aos 12 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique (Danilo), Giovanni Augusto (Marquinhos Gabriel), Elias, Rodriguinho e Lucca (Romero); André
Técnico: Tite
NACIONAL: Conde; Fucile, Victorino, Polenta e Espino; Barcia (Tabó), Romero, Porras (Eguren) e Ramírez; Fernández (Carballo) e Nico López
Técnico: Gustavo Munúa
gazetaesportiva
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sindicato aciona Corinthians na Justiça por salários de 112 atletas, de Zizao a Romarinho

 Divulgação Zizao mandou uma mensagem para a torcida do Corinthians

O Corinthians vai enfrentar uma nova dor de cabeça nos próximos dias. Isso porque o clube foi acionado na Justiça pela Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP) por uma cobrança de R$ 557.635,64 referente a porcentagens do salário de 112 jogadores que passaram pelo clube, conforme apuração do ESPN.com.br.
No caso, a entidade cobra 0,5% dos vencimentos dos atletas registrados pelo clube junto à CBF entre março de 2011 e fevereiro de 2016.
Na lista, vista pela ESPN, contam atletas que vão desde o chinês Zizao até os atacantes Paolo Guerrero e Romarinho.
No caso do asiático, por exemplo, a FAAP alega que o Corinthians deveria ter repassado R$ 2.403,66 pelos 0,5% dos salários de Zizao enquanto defendeu o time alvinegro. Já por Guerrero a quantia é a mais alta da lista: R$ 45.280,44.
Renato Augusto, Jadson, Ralf, Cássio, Paulo André, Yago, Jorge Henrique, Jocinei... Todos os jogadores que defenderam o Corinthians nos últimos cinco anos aparecem na relação de cobranças da Federação dos Atletas.
No dia 4 de março, o órgão enviou uma notificação ao presidente Roberto de Andrade solicitando o pagamento, mas não obteve resposta.
Assim, ingressou na Justiça nesta quinta-feira, em ação que corre na 8ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.
A FAAP faz a cobrança com base no inciso I, letra a, do artigo 57 da Lei 9.615/98, conhecida como Lei Pelé, que fixa o percentual de 0,5% do valor da parcela que compõe o salário mensal dos atletas.
O Corinthians ainda não foi notificado oficialmente da ação e, portanto, não vai se manifestar.
Diego Garcia, do ESPN.com.br

Timão fecha 2015 com déficit de R$ 97 milhões, e dívida bate R$ 393 milhões

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terça-feira, 26 de abril de 2016

Timão fecha 2015 com déficit de R$ 97 milhões, e dívida bate R$ 393 milhões

(Foto: Ilustração )

A diretoria do Corinthians apresentará em reunião do Conselho Deliberativo, nesta terça-feira à noite, o balancete financeiro referente a 2015. E os números são preocupantes. O clube não conseguiu reduzir os gastos como imaginou e fechou o ano passado com um déficit de R$ 97,08 milhões, muito próximo dos R$ 97,01 milhões de 2014.
A dívida total do clube, não contando a Arena Corinthians, chegou a R$ 393,2 milhões. Se somado o passivo não-circulante, que corresponde às contas que o clube não precisará pagar em 2016, o débito atinge R$ 1,3 bilhão. No ano passado, todo o passivo contabilizado foi de R$ 1,1 bilhão.
O departamento de futebol foi o grande responsável pelo crescimento da dívida, mesmo com o aumento da venda de direitos federativos de jogadores – subiu de R$ 41 milhões para R$ 51,9 milhões. Se em 2014 o déficit no setor foi de R$ 48,8 milhões, no ano passado, quando o Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro, esse número bateu R$ 72,8 milhões.
Diretor de financias do Timão, Emerson Piovezan calculava fechar 2015 com um déficit de apenas R$ 50 milhões. A projeção, porém, não se confirmou. O dirigente apresentará à noite uma explicação ao conselheiros pelo rombo não ter diminuído com ele esperava. 
O Corinthians acredita que terá um alívio nas contas a partir das próximas semanas. O clube está prestes a anunciar o acordo para a venda dos naming rights da arena. Em uma reunião do conselho no início de março, Piovezan mostrou uma projeção para receber R$ 20 milhões anuais com o contrato. 
O Corinthians vai atacar também em uma mudança de estratégia para a venda de camarotes, cadeiras e outras propriedades da arena. O clube reduzirá os valores pedidos para tentar atrair mais empresas e, claro, torcedores. A meta estabelecida é conseguir ainda em 2016 mais R$ 30 milhões com novos negócios. No total, são esperados R$ 127 milhões brutos de receitas.
O Timão mantém a negociação com um fundo internacional em sigilo. Na semana passada, o presidente Roberto de Andrade disse aos conselheiros que, em aproximadamente 15 dias, já poderia anunciar a venda.   informações do globoesporte.
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Vampeta se diverte com cobranças de corintianos após vitória do Audax

Fornecido por Gazeta Esportiva Feliz com o Audax, Vampeta encontrou o amigo Edílson na TV Gazeta (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Ex-jogador do Corinthians e atual presidente remunerado do Grêmio Osasco Audax, Vampeta ficou dividido quando as duas equipes se enfrentaram no sábado, em Itaquera. A vitória nos pênaltis do clube que o emprega gerou “uma pressão total” de quem o idolatra, conforme ele definiu aos risos no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, de domingo.
“Estou sendo cobrado pelos corintianos. Quando ganhei do São Paulo, todo o mundo gostou. Agora, estão falando que, se a gente não ganhar do Santos…”, divertiu-se Vampeta, que ouviu exatamente essa exigência de um telespectador do programa. “Eliminamos o São Paulo e falaram que o Velho Vamp fez eles caírem de quatro, como gostam. Aí, quando é com o Corinthians, entro no restaurante e já me perguntam, bravos, se vou ganhar do Santos também. Calma, gente, não jogo. Sou só o presidente remunerado.”
Ao lado de Vampeta, o também baiano Edílson achou graça da situação do amigo. “O Audax agora é Maudax porque está fazendo mal a todo o mundo”, denominou o Capetinha, contando que tentou assistir à goleada por 4 a 1 do time de Osasco sobre o São Paulo junto do ex-companheiro de Corinthians. “Mas ele queria continuar vendo a votação do impeachment da Dilma porque estava dando sorte, para o São Paulo não empatar. E eu: ‘Vampeta, vamos ver os bambis sofrerem’”, gargalhou.
O supersticioso Vampeta se animou com o sucesso do Audax do técnico Fernando Diniz. Após eliminar São Paulo e Palmeiras e prestes a encontrar o Santos na decisão do Campeonato Paulista, o presidente começou a projetar o futuro da jovem equipe de Osasco.
“A gente está evoluindo ano a ano. Temos calendário para o ano inteiro agora, já que estamos na Série D do Brasileiro. As pessoas falam que os clubes pequenos jogam o Campeonato Paulista e fecham depois, mas isso é complicado. Não temos só técnico e jogadores, mas também roupeiros, massagistas, a tia da cozinha”, citou. “E, no ano que vem, teremos a Copa do Brasil. Conquistar milhões de torcedores é complicado, mas já contamos com um município que nos apoia”, acrescentou.
Edílson se integrou ao Audax ao escutar o discurso de Vampeta. “Não temos torcedores, mas o time já é grande”, definiu o Capetinha, hoje atacante do Taboão da Serra. O veterano ainda observou que Fernando Diniz, sensação do Estadual, já se mostrava bastante atento a sistemas táticos desde os tempos de jogador do Corinthians.  informações da .
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domingo, 24 de abril de 2016

Giovanni Augusto melhora e pode voltar a treinar em uma semana

Giovanni sofre lesão no tornozelo contra o RB (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Depois da eliminação no Campeonato Paulista para o Audax, o técnico Tite recebeu uma boa notícia do departamento médico do Corinthians. O meia Giovanni Augusto apresentou uma melhora da lesão no tornozelo esquerdo e pode retornar aos treinamentos antes do tempo previsto. 
Na avaliação do corpo clínico, o jogador deve ter condições de participar das atividades com bola na semana que vem. Ele se lesionou no sábado passado, no primeiro tempo da goleada sobre o RB Brasil, e numa previsão inicial ficaria afastado de qualquer atividade por cerca de um mês. 
Apesar da evolução, Giovanni Augusto ainda é nome incerto para disputar o segundo jogo das oitavas de final da Taça Libertadores. O Timão pega o Nacional, no Uruguai, nesta quarta-feira, e faz o confronto seguinte, dia 4 de maio, na arena. Tudo dependerá da melhora física do jogador nos próximos dias. 
Sem Giovanni Augusto, Tite teve dificuldades para montar o lado direito do setor ofensivo. O treinador optou por Alan Mineiro, mas o jogador não teve bom rendimento diante do Audax e acabou saindo no intervalo. Romero entrou bem, mas, segundo o treinador, não tem características de criação e por isso disputa vaga com Lucca. 
Contratado do Atlético-MG no início do ano, Giovanni Augusto vinha tendo bom rendimento no Corinthians até se lesionar. Ele atuou em 16 partidas, sendo 13 como titular, e marcou três gols. 
Por globoesporte / São Paulo
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sábado, 23 de abril de 2016

Audax surpreende de novo, derruba Corinthians nos pênaltis e vai para a final do Paulista

A Arena Corinthians foi palco de um dos melhores jogos do Campeonato Paulista.
Gazeta Press

Depois de surpreender o São Paulo, o Osasco Audax não se intimidou com o estádio lotado com mais de 41 mil torcedores, todos do Corinthians, e ficou afrente no placar em duas oportunidades, mas o Corinthians, que não conseguiu uma virada sequer em 2016, conseguiu ao menos empatar em 2 a 2 para levar a decisão para os pênaltis.
Pelo segundo ano seguido, o Corinthians decidia nos pênaltis uma vaga para a final do Paulista. O final do filme foi igual, tristeza corintiana e festa de Osasco, que venceu por 4 a 1.
É liberado dar chutão
Como era esperado, o Corinthians começou o jogo pressionando a saída de bola do Osasco Audax. Logo aos sete minutos, essa pressão fez efeito e o goleiro Sidão se complicou.
Perto da linha de fundo, o goleiro tentou driblar André e perdeu a bola para o camisa 9, que rolou para Alan Mineiro, quase na marca do pênalti. O meia podia chegar batendo, mas tentou dominar, perdeu um pouco o contato com a bola, e acabou carimbando o defensor, perdendo ótima chance de abrir o placar.
Logo após este lance, o técnico Fernando Diniz gritou para o goleiro que, em caso de aperto, era para ele dar um "chutão" para frente, abrindo mão de uma das caracteristicas da equipe.
Quem não faz, toma!
Foram duas boas oportunidades do Corinthians abrir o placar antes dos primeiros 10 minutos de jogo. Depois disso, porém, o Osasco Audax conseguiu se encontrar em campo e também pressionar a saída de bola.
Então, aos 25 minutos, Bruno Paulo ficou com a bola poucos metros após a linha do meio de campo. Com muita liberdade, ele avançou até a entrada da área e acertou um lindo chute de perna direita, mandando a bola no ângulo esquerdo de Cássio, que nada conseguiu fazer para impedir o silêncio no estádio, tomado apenas por torcedores do Corinthians.
Muda para deixar igual
Na volta para o segundo tempo, Tite deixou claro que não estava contente com o jogo apresentado nos primeiros 45 minutos. Guilherme e Alan Mineiro não voltaram do vestiário, substituídos por Romero e Rodriguinho.
A equipe alvinegra voltou a pressionar. André parou em Sidão na primeira chance, logo aos dois minutos. Aos seis, veio o empate. Em mais um erro de saída de jogo do Audax, Bruno Henrique roubou a bola e cruzou na medida para André, de cabeça, balançar a rede e deixar tudo igual no marcador.
Mais um golaço
Se o toque de bola era o aspecto mais comentado do Osasco Audax, contra o Corinthians o que fez a diferença foram os golaços.
A equipe visitante trocou passes no campo de ataque, até que a bola chegou em Tchê Tchê. O volante do Audax dominou, ajeitou e bateu de fora da área, com muita categoria. Desta vez a bola foi no ângulo direito de Cássio, mas o resultado foi o mesmo: um golaço para o time de Osasco.
Um grande jogo
O silêncio na Arena Corinthians era a prova de que o torcedor havia sentido o golpe. Tite tirou o zagueiro Yago e colocado o atacante Luciano e, logo em seguida, veio o empate. Aos 33, Romero invadiu a área pelo lado direito e, podendo finalizar, preferiu cruzar para André marcar o segundo dele na partida, igualando o placar de novo.
O jogo ficou lá e cá. Aos 36, Elias trocou bola com Rodriguinho e finalizou de longe. Sidão caiu no canto para evitar a virada. No minuto seguinte, grande troca de passes do Audax terminou com Camacho, que driblou Cássio e mandou para o gol, mas Felipe salvou na linha.
A decisão, no entanto, ficou para a disputa de pênaltis.
Nas penalidades de novo
Em 2015, o Corinthians perdeu a semifinal para o Palmeiras, também em sua casa, nos pênaltis. As cobranças, em 2016, também já foram polêmicas, com muitos erros de diversos jogadores.
Nas duas primeiras cobranças, Velicka e André marcaram. Tchê Tchê marcou o dele com categoria e o Audax ficou na frente quando Fagner acertou a trave. Ítalo, com mais uma bela cobrança, abriu vantagem e, em seguida, Sidão aumentou o buraco do Corinthians, defendendo a cobrança de Rodriguinho, que ainda bateu na trave.
Coube a Camacho a última cobrança, e ele não perdeu, selando a vaga do surpreendente Osasco Audax para a decisão do Paulista.
(msn / ESPN)
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Reservas do Corinthians faz 6 a 0 sobre o Cobresal

Fornecido por Gazeta Esportiva Marlone marcou um dos seis gols do Corinthians com este belo voleio (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Seria totalmente desnecessário escalar titulares contra o Cobresal, na noite desta quarta-feira, como o técnico Tite chegou a cogitar. Não apenas porque o Corinthians já estava classificado para o mata-mata da Copa Libertadores da América, mas principalmente em função da fragilidade do time chileno. Em Itaquera, o líder do grupo 8 fez jus à disparidade técnica em relação ao lanterna e aplicou uma goleada por 6 a 0 (a sua maior no estádio, superando o 6 a 1 sobre o São Paulo) com os seus reservas.
O placar elástico foi configurado antes mesmo do intervalo da partida. Com dois gols de Marlone (um deles de voleio), um golaço do paraguaio Ángel Romero e outro anotado em chute de fora da área de Guilherme Arana, o Corinthians retornou para o vestiário tranquilo e festejado por sua torcida. No segundo tempo, mesmo diminuindo o ritmo, ampliou com Elias e outra vez com Romero.
O resultado deixou o Corinthians com 13 pontos ganhos, à frente de Cerro Porteño (10), Independiente Santa Fe (8) e Cobresal (3) e só à espera da confirmação do seu oponente nas oitavas de final da Libertadores. A preocupação agora é com o Campeonato Paulista. Às 18h30 (de Brasília) de sábado, os titulares de Tite disputarão a semifinal estadual contra o Grêmio Osasco Audax, de novo em Itaquera.
O jogo – Inspirado no ex-presidente Miguel Battaglia, o Corinthians entrou em campo com uma conhecida homenagem à torcida estampada nas costas de suas camisas: “O Corinthians é o time do povo. E é o povo quem faz o time”. Os agrados prosseguiriam com facilidade com a bola em jogo. Ao menos neste meio de semana, seria o time que impulsionaria o povo.
Do outro lado do gramado, o frágil Cobresal colaboraria para a alegria do grande público alvinegro presente em Itaquera. Como se previsse o que estava por vir, os chilenos retardaram o princípio da partida, graças a Ureña, que subiu no gramado com meiões diferentes daqueles utilizados pelos seus companheiros de equipe.
Bastou o problema ser resolvido para o Corinthians abafar o Cobresal. A primeira chance clara de gol surgiu com um minuto, em um venenoso chute cruzado de Guilherme Arana. Não muito tempo mais tarde, Balbuena desviou uma cobrança de escanteio com a cabeça, e Marlone completou para dentro, também pelo alto, na segunda trave. Era o princípio do massacre.
Empurrado pelos gritos de Tite e dos torcedores, o Corinthians permaneceu no campo de ataque. E ampliou o placar aos 12 minutos. Romero foi lançado em velocidade na ponta direita, invadiu a área e fez lembrar aquele atacante que chamava a atenção pelos dribles quando acabara de chegar ao Brasil. Cortou Rojas duas vezes antes de concluir com categoria e anotar um golaço.
A facilidade que encontrou para fazer 2 a 0 sobre o Cobresal deixou o Corinthians mais leve em Itaquera. Luciano ficou ainda mais desesperado do que o habitual para também marcar um gol. Rodriguinho se tornou displicente em algumas enfiadas de bola. Edílson – quando não era tão truculento quanto Willians – aproveitava o espaço que tinha para rebater os críticos costumeiros com boas jogadas pela direita. E, na defesa, Cássio quase dava algum ânimo aos chilenos com rebotes consecutivos e saídas de jogo atrapalhadas.
Seria quase impossível, contudo, fazer do Cobresal uma ameaça. Em um dos lances que evidenciaram a desorganização e falta de técnica dos visitantes, um locutor de rádio que trabalhava em Itaquera não se conteve e constatou com um grito espontâneo: “Que time horrível!”. Torcedores do Corinthians que estavam próximos dali começaram a gargalhar.
O riso se transformou em vibração aos 38 minutos. Edílson recebeu passe de calcanhar de Luciano e avançou à linha de fundo antes de cruzar. Dentro da área, Marlone matou a bola no peito e emendou um voleio para fazer frente a Romero como autor do gol mais bonito da noite.
Rodriguinho não quis ficar atrás e tentou acertar a rede de cobertura quando o goleiro Cuerdo saiu jogando alto. O Cobresal acabou salvo por sua zaga. Aos 44 minutos, porém, não houve como evitar. Guilherme Arana teve muita liberdade para ajeitar a bola fora da área e finalizar dali, no canto, configurando a goleada ainda no primeiro tempo.
No segundo, o técnico Dalcio Giovagnoli tentou conter os gritos de “olé” dos corintianos e amenizar a humilhação com duas substituições. Jerez e Sarabia entraram nos lugares de Poblete e Cabión. Tite esperou um pouco – 17 minutos – para tirar proveito do jogo ganho e dar rodagem ao encostado volante Cristian, que ocupou a vaga de Rodriguinho.
Àquela altura, o Corinthians já não tinha o ímpeto da primeira etapa. Apenas Luciano continuava muito ansioso para fazer o seu gol. Cássio ainda dava um e outro sustos na torcida, mas nenhum com gravidade. Para acelerar a equipe da casa, Tite apostou na entrada do titular Elias, que teve o nome entoado pelo público, no posto de Willians.
Deu certo. Aos 29, Elias tabelou com Romero e saiu diante de Cuervo, batendo com classe. Três minutos depois, foi a vez de o paraguaio deixar a sua marca novamente. Na pequena área, ele só teve o trabalho de complementar para a rede um cruzamento rasteiro de Edílson e reavivar os gritos de “olé” para a maior goleada corintiana em Itaquera.
FICHA TÉCNICACORINTHIANS 6 X 0 COBRESAL
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 20 de abril de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Gabriel Popovits (URU)
Público: 41.710 pagantes (total de 42.090)
Renda: R$ 2.635.754,50
Cartão amarelo: Benítez (Cobresal)
Gols: CORINTHIANS: Marlone, aos 8 e aos 38, Romero, aos 12, e Guilherme Arana, aos 44 minutos do primeiro tempo; Elias, aos 29, e Romero, aos 31 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Cássio; Edílson, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Willians (Elias), Maycon, Romero, Rodriguinho (Cristian) e Marlone (Alan Mineiro); Luciano
Técnico: Tite
COBRESAL: Cuerdo; Contreras, Rojas, Cerón e López; Ureña, Cabión (Sarabia), Poblete (Jerez), González e Benítez (Fuentes); Maldonado
Técnico: Dalcio Giovagnoli
fonte: msn / Gazeta Esportiva
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