quinta-feira, 30 de junho de 2016

Corinthians vence o lanterna América-MG e encosta no líder Palmeiras

(foto: Thomas Santos/Agif/Gazeta Press)

O Corinthians alcançou o líder Palmeiras na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, a equipe comandada por Cristóvão Borges produziu o suficiente para derrotar o lanterna América-MG por 2 a 0, com gols de Romero e Marquinhos Gabriel (de pênalti), e passar a dividir o topo com o rival.
O Corinthians agora tem os mesmos 22 pontos do Palmeiras, mas dois gols de saldo a menos – e poderá ver o concorrente se distanciar novamente na quinta-feira, quando o time dirigido por Cuca receberá o Figueirense. Já o ameaçado América continua com apenas 8 pontos ganhos.
O triunfo sobre o oponente mineiro foi só o segundo obtido fora de casa pelo Corinthians na competição – antes, ainda sob o comando de Tite, a equipe havia derrotado o Sport por 2 a 0 na Ilha do Retiro. Também serviu para desempatar o histórico de confrontos com o América-MG – agora, são seis vitórias, cinco derrotas e quatro empates.
Para seguir em alta, o Corinthians precisará vencer o Flamengo do peruano Paolo Guerrero no domingo, em Itaquera. Um dia antes, o América-MG do treinador lusitano Sérgio Vieira buscará a reabilitação contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
O jogo – Mesmo sem entusiasmar, o Corinthians não demorou muito a abrir o placar em Belo Horizonte. Aos nove minutos, Giovanni Augusto bateu escanteio da direita, e Balbuena escorou de cabeça para o meio da área. A bola sobrou para Romero, com liberdade, chutar para dentro.
O gol proporcionou tranquilidade para o Corinthians, que não se preocupava em acelerar o jogo contra o lanterna. Quando tentou responder, o América-MG lamentou uma canelada de Alan Mineiro, meia que está emprestado pelo time adversário, para longe.
Embora Alan Mineiro não tenha assustado, o Corinthians voltou a investir contra o gol defendido por João Ricardo após a oportunidade desperdiçada pelo América-MG. Luciano chegou a acertar o travessão com uma cabeçada, porém em posição de impedimento.
Empolgado, o centroavante do Corinthians abusou do individualismo (como de costume) não muito tempo mais tarde, carregando bem a bola ao enfrentar os marcadores do América-MG. Até ser travado. Giovanni Augusto ainda quis aproveitar a sobra com um chute cruzado, que João Ricardo defendeu.
O ímpeto corintiano diminuiu no segundo tempo. Do outro lado, o América-MG continuava disposto a buscar o empate. Aos 11 minutos, por exemplo, Jonas cobrou um escanteio da direita, e Adalberto cabeceou com estilo. A bola passou muito perto da meta.
Receoso, Cristóvão Borges recorreu à entrada do irritadiço Guilherme no lugar de Giovanni Augusto. Ganhou apenas mais algumas jogadas pela esquerda depois da mudança, mas Marquinhos Gabriel estava com o pé descalibrado por ali. Para melhorar a saída de jogo, Camacho substituiu Rodriguinho. No América-MG, Sérgio Vieira trocou Danilo e Victor Rangel por Gilson e Borges.
Aos 29 minutos, o Corinthians chegou ao segundo gol. Luciano dominou a bola com o braço em uma disputa com Adalberto e caiu. O árbitro Wagner Reaway viu pênalti no lance. Marquinhos Gabriel se apresentou para a cobrança e, não afetado pelo trauma corintiano do primeiro semestre, conferiu.
Com a vitória encaminhada, o Corinthians ainda lamentou uma baixa nos minutos finais. Camacho se lesionou e teve que ceder espaço para Willians quando Rildo já se preparava para ser utilizado por Cristóvão Borges pela primeira vez.
FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 0 X 2 CORINTHIANS
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 29 de junho de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (Fifa-MS) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Leandro Guerreiro e Adalberto (América-MG); Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gols: CORINTHIANS: Romero, aos 9 minutos do primeiro tempo, e Marquinhos Gabriel, aos 29 minutos do segundo tempo
AMÉRICA-MG: João Ricardo; Jonas, Alison, Adalberto e Danilo (Gilson); Leandro Guerreiro, Claudinei, Alan Mineiro (Matheusinho) e Ernandes; Osman e Victor Rangel (Borges)
Técnico: Sérgio Vieira
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Camacho) (Willians), Romero, Giovanni Augusto (Guilherme) e Marquinhos Gabriel; Luciano
Técnico: Cristóvão Borges


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sábado, 25 de junho de 2016

Cássio falha, mas Timão segura o Santa e vence a primeira com Cristóvão

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Depois de estrear com um forte Atlético-MG dentro do Mineirão, o técnico Cristóvão Borges teve a noite dos sonhos neste sábado, no estádio de Itaquera. Frente a um Santa Cruz muito fraco tecnicamente, o comandante viu o Corinthians jogar com tranquilidade na etapa inicial e construir 2 a 0 com Luciano e Romero. A disparidade técnica foi tão grande que nem uma falha bisonha de Cássio no começo do segundo tempo, dando o gol para Grafite, atrapalhou o triunfo por 2 a 1, seu primeiro à frente do clube.
Com o resultado, o Alvinegro manteve a invencibilidade dentro de casa e alcançou os 19 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, dormindo no G-4 da competição. Agora são seis jogos em Itaquera, com cinco vitórias e um empate. O Santa, por sua vez, amargou a terceira derrota consecutiva no torneio e pode entrar na zona de rebaixamento da competição ao final da rodada.
Na próxima rodada, os comandados de Cristóvão viajam novamente para Belo Horizonte, local onde encaram o América-MG, às 21h45 (de Brasília) da quarta-feira, no Independência. No dia seguinte, os pernambucanos tentam se reerguer no torneio diante da sua torcida, no Arruda. O adversário será a Ponte Preta, às 19h30 (de Brasília).
Poucos sustos, muitas chances
O Corinthians teve no primeiro tempo o seu adversário mais fraco do Campeonato Brasileiro. Propondo-se a marcar a saída de bola alvinegra e com atacantes perigosos, o Santa parecia ser um adversário perigoso, mas a falta de qualidade dos jogadores de meio-campo e defesa falou mais alto. Sempre que tentava roubar a bola na frente, os visitantes eram facilmente envolvidos pelo toque de bola corintiano e rapidamente algum avante saía cara a cara com o goleiro.
Foi dessa forma que Romero, dessa vez atuando na sua posição favorita, pela direita, recebeu bom passe de Marquinhos Gabriel logo aos cinco minutos de bola rolando. O paraguaio invadiu a área e cruzou para Luciano, mas o zagueiro Neris apareceu para cortar e mandar a escanteio. Três minutos depois, Marquinhos foi acionado após linda jogada de Fagner, ajeitou a bola já dentro da área, pelo lado esquerdo, e chutou cruzado. A bola passou perto da trave esquerda.
A facilidade era tamanha que o Alvinegro relaxou um pouco na recomposição defensiva e viu Artur quase finalizar após lançamento longo da defesa. Pedro Henrique, porém, conseguiu se recuperar e afastou o perigo para a lateral, sendo muito aplaudido pelo goleiro Cássio. Na resposta, Marquinhos Gabriel, melhor em campo, passou fácil por Vitor e cruzou na segunda trave. Romero, livre, cabeceou e exigiu boa defesa de Tiago Cardoso.
Quase que naturalmente, o gol saiu. Novamente pelo lado esquerdo, Marquinhos driblou Vitor e tocou para Uendel. O lateral cruzou na marca do pênalti, Romero atrapalhou os zagueiros e a bola ficou limpa para Luciano. O centroavante, que não marcava desde agosto do ano passado, dominou livre, quase na pequena área, ajeitou e tocou no canto direito alto, desabando em choro na comemoração.
Como parecia ser claro desde o começo, o primeiro gol deixou tudo ainda mais fácil para os anfitriões. Giovanni Augusto movimentou-se bem e viu a passagem de Uendel. O lateral esticou a bola dentro da área para Luciano. O centroavante aproveitou a saída do goleiro e tocou por cima, para o meio da área. Romero foi mais esperto que Allan Vieira, ganhou no corpo do rival e empurrou para a rede. A vantagem só foi ameaçada no último lance da etapa inicial, mas Grafite, livre na pequena área, cabeceou por cima do gol de Cássio.
Falha bisonha complica o jogo
O cenário tranquilo da partida para o Timão ficou desfavorável logo no começo do segundo tempo, por culpa quase exclusiva do goleiro Cássio. Em saída de bola, o arqueiro tocou para Balbuena, já pressionado por Arthur. O defensor paraguaio devolveu bola tranquila para o companheiro, mas o camisa 12 dominou muito mal. A redonda escapou dele e o avante do Santa tocou para Grafite, Sem goleiro, dentro da área, o centroavante só empurrou para o gol e acabou com a tranquilidade alvinegra.
Confiantes, os tricolores passaram a reter mais a bola e se aproveitaram da falta de confiança geral no arqueiro corintiano. Como nenhum recuo mais era feito para Cássio, o Santa conseguiu ficar mais tempo com a bola no ataque, principalmente com laterais no campo ofensivo. Assim como na etapa inicial, no entanto, falou mais alto a falta de qualidade para armar as ações ofensivas, poupando o time da casa de grandes sustos.
A ilha de criatividade foi Keno, pelo lado esquerdo. Aos 30 minutos, quando o Corinthians já conseguia se manter no ataque, ele deixou Wallyson completamente livre de marcação na marca do pênalti, mas o companheiro cabeceou para fora. Dez minutos depois, recebeu na entrada da área, cortou para o meio e chutou no canto oposto. Cássio tentou alcançar, mas teve de observar com os olhos enquanto a bola passava à linha de fundo.
O Timão ainda teve algumas chances de ampliar o marcador, principalmente quando Marquinhos Gabriel, deslocado para o meio com a saída de Giovanni para a entrada de Lucca. O nervosismo dos corintianos falou mais alto, com a vantagem mínima sendo o bastante para a festa em campo.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 1 SANTA CRUZ
Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 25 de junho de 2016, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (ambos do RJ)
Público: 25.501 pagantes
Renda: R$ 1.384.144,00
Cartões amarelos: Uendel, Romero e Luciano (Corinthians); Lelê (Santa Cruz)
Gols:CORINTHIANS: Luciano, aos 27, e Romero, aos 37 minutos do primeiro tempo
SANTA CRUZ: Grafite, aos sete minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Willians), Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto (Lucca) e Romero (Guilherme); Luciano
Técnico: Cristóvão Borges
SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Mario Sérgio), Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo (Lelê) e Daniel Costa (Wallyson); Arthur, Keno e Grafite
Técnico: Milton Mendes

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Atlético-MG domina Corinthians, vence no Mineirão e esfria estreia de Cristóvão Borges

Reprodução /globoesporte

Dono de um dos elencos mais fortes do país, o Atlético-MG começa a respirar no Campeonato Brasileiro depois de um início bastante irregular. Na estreia do técnico Cristóvão Borges no Corinthians, o Galo dominou o adversário durante boa parte do jogo e venceu por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela décima rodada. Fred, em lance irregular, e Cazares, após falha grotesca do zagueiro Pedro Henrique, marcaram. Lucca descontou nos minutos finais para os paulistas.


Cristóvão Borges colocou em campo um time com a cara de Tite. Sem mexer no esquema tático ou trocar jogadores, o novo técnico do Corinthians apostou em uma marcação forte e em saídas rápidas para os contra-ataques. Não adiantou. O Atlético-MG controlou todo o primeiro tempo, alugou metade do gramado, mas faltou criar. Cássio foi muito pouco exigido em uma etapa inicial que beirou a sonolência.

O Galo foi mais incisivo na parte final e teve velocidade para envolver a defesa paulista. O gol saiu aos 21 minutos. Marcos Rocha, em impedimento, cruzou para Fred desviar entre os zagueiros. Sem o Corinthians mostrar poder de reação, os mineiros seguiram melhores. Cazares aproveitou um recuo errado do zagueiro Pedro Henrique e ampliou, aos 37. Lucca, aos 44 descontou, e chegou a animar o Timão para buscar o empate, mas já não havia tempo. 

Em seu terceiro jogo como profissional, o zagueiro Pedro Henrique, de 20 anos, cometeu um erro grave ao tentar recuar uma bola para Cássio, originando o segundo gol do Atlético-MG. Após o apito final, o jogador chorou ainda no gramado e foi consolado por jogadores adversários e pelos companheiros de Timão

A vitória faz o Atlético-MG pular para a  12ª colocação, com 13 pontos, e se afastar da zona do rebaixamento. No domingo, o Galo faz o clássico contra o América-MG, às 11h, no estádio Independência. O Corinthians aparece bem acima, em sexto, mas apenas três pontos acima. O Timão pega o Santa Cruz, sábado, às 21h, em Itaquera. 


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domingo, 19 de junho de 2016

Corinthians anuncia Cristóvão Borges: zero título como treinador

Divulgação/Corinthians Cristóvão Borges foi anunciado como novo técnico do Corinthians

O Corinthians fechou neste domingo a contratação de Cristóvão Borges para ser o substituto de Tite, que foi para a seleção brasileira. Ele será apresentado nesta segunda-feira no CT da equipe.
O treinador de 57 anos assinou um contrato que é válido até 31 de dezembro de 2017. Ele estava desempregado, fez seu último trabalho no Atlético-PR, do qual saiu no começo de março deste ano, e ainda acumula passagens por Vasco, Fluminense, Flamengo e Bahia. 
Cristóvão - que como técnico nunca conquistou um título - irá estrear no comando na próxima quarta-feira, quando o Corinthians enfrentará o Atlético-MG, fora de casa, pela 10ª rodada do Brasileirão. Neste domingo, contra o Botafogo, o auxiliar Fábio Carille continuará como interino.
O time alvinegro, assim, finalmente recebeu um 'sim' após ser rejeitado por ao menos quatro treinadores.
Após a saída de Tite, a equipe sondou Eduardo Baptista, da Ponte Preta, Fernando Diniz, do Oeste, Roger, do Grêmio, e Sylvinho, hoje auxiliar-técnico da Inter de Milão. Nos bastidores, o clube chegou a pensar em Gilson Kleina e ainda viu Vanderlei Luxemburgo ser oferecido.
(msn / ESPN)
ESPN
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sábado, 18 de junho de 2016

Corinthians terá Romero no ataque e outras três novidades contra Botafogo

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O técnico interino Fábio Carille promoveu quatro mudanças nos treinos deste sábado e confirmou os titulares do Corinthians que enfrentarão o Botafogo, às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no estádio de Itaquera. A principal novidade será a entrada do paraguaio Romero no lugar do atacante Luciano. A alteração foi a única que Carille promoveu por vontade própria.
Cássio voltará a ocupar a meta no lugar do lesionado Walter. O goleiro foi acionado durante a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, na quinta-feira, após o titular corintiano apresentar uma lesão na coxa. Neste sábado, Cássio sentiu uma indisposição logo após o início das atividades, mas não preocupa a comissão técnica para o jogo contra o Botafogo.
Também está confirmada a escalação de Rodriguinho no lugar de Elias, que sofreu uma fratura na costela, e do zagueiro Pedro Henrique na vaga de Yago, expulso contra o Fluminense. A formação inicial do Corinthians terá Cássio; Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel; Guilherme e Romero.
Após as atividades, Carille divulgou a lista com os nomes dos 23 jogadores relacionados para enfrentar o Botafogo. O atacante Rildo, recuperado de uma contusão no tornozelo esquerdo, retornará à equipe após ficar quase nove meses afastado. O zagueiro Vilson, com um problema muscular, segue fora do time.
Veja abaixo os relacionados do Timão para a partida contra o Botafogo:
Goleiros: Caíque e Cássio
Laterais: Fagner, Guilherme Arana e Léo Príncipe
Zagueiros: Balbuena, Léo Santos, Pedro Henrique e Uendel
Volantes: Bruno Henrique, Camacho, Maycon e Willians
Meias: Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Rodriguinho
Atacantes: André, Romero, Guilherme, Lucca, Luciano, Marlone e Rildo
gazetaesportiva
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Braço de ferro entre Sanchez e Del Nero adia acordo com Tite

Dizem as más línguas que Andrés Sanchez transformou-se no “Lula” do Corinthians
Imagem: Reprodução /blogs.gazetaesportiva

Ninguém está entendendo nada. Afinal, o técnico Tite deveria ter sim aceito o convite da CBF para dirigir a seleção brasileira na última terça-feira. Por vários motivos. Primeiro, é unanimidade nacional. Até o “cone” da Copa 2014, o Fred (hoje no Atlético Mineiro) deu a maior força. O polêmico Romário, o Senador rifando o apoio do “impeachment” de Dilma no Congresso, gozou Dunga e atirou pétalas de rosa em Tite, sem falar de todo torcedor de bom senso em  nosso País. O corintiano dá de mil a zero em Dunga e, sem dúvida, com um mínimo de apoio, iria longe com a Canarinho.
O quê, então, emperrou a máquina? Sem dúvida a “queda de braço” entre o atual deputado federal Andrés Sanchez e o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. O ex-presidente corintiano não esconde nem do porteiro do Parque São Jorge o desejo de assumir a CBF. Impetuoso, ousado, bom administrador e com uma boa dose de “malandragem” no bom sentido, acredita ser o homem certo para levantar o esporte. Vem trabalhando essa possibilidade nos bastidores da bola há tempos. Só está esperando uma abertura, uma oportunidade, uma bobeada de Del Nero, ou uma brecha na Lei para dar o bote.
Mas se Tite deixar o Corinthians (casa de Sanchez, onde manda e desmanda), o dirigente perde a força. Não foi à toa que saiu dizendo por aí que o treinador do Timão seria “burro de aceitar o convite”. Exatamente porque Sanchez têm planos, metas e quer o poder na CBF. E vai levar Tite com ele. Del Nero, esperto, sabe dos trunfos, dos prós e contras do inimigo, e foi direto na veia, ou seja, fazer Tite mudar de lado e tirar a maior carta sob a manga do adversário.
Bem, e a seleção brasileira? Ainda temos eliminatórias pela frente e o futebol pentacampeão virou um deboche no mundo inteiro. Levou gol do Haiti na Copa América Centenário. Foi desclassificado pelo fraco Peru com gol de mão. FBI caça cartolas onde tem jurisdição ativa. Estamos no fundo do poço. E agora, José? Pois é, de novo a bola nacional se resume à briga de dois “caudilhos”, como nos tempos de Havelange x Giulite Coutinho, Ricardo Teixeira x Nabi Abi Cheddid, lá trás Almirante Heleno Nunes e Havelange, quando importava o Poder e o futebol que se danasse. Ou seja, o tempo passa, a bola nacional continua sujeita à disputas de dirigentes vaidosos, ambiciosos, sem nada a perder (geralmente são empresários ricos e nadam em dinheiro), porém colocando absolutamente tudo a perder graças à cobiça.
Por outro lado, Tite não pode ficar no meio desse fogo cruzado. Já deveria ter caído fora há um mês atrás, quando o presidente atual do Corinthians, Roberto Andrade, disse que tinha autorizado torcedores de uniformizadas a conversarem com jogadores e comissão técnica. Isso por ser ele a “autoridade máxima no clube”. Segundo as más línguas, Tite quase pediu demissão pela empáfia e pela ingerência no ótimo trabalho desenvolvido por ele e equipe nos últimos anos. Agora, Andrade só falta ir de joelhos da CT Joaquim Grava até Aparecida do Norte para ser perdoado pelo treinador.
A crise da bola nacional é como uma moeda, tem duas caras: dentro de campo, falta um treinador competente e caiu a qualidade técnica do atleta brasileiro; e fora de campo, organização está podre, corrupta, sem previsão de conserto a curto e médio prazos. O quê fazer? O mais fácil, diria o sábio Dom João VI, ou seja arrumar dentro de campo. Tite é a solução mais viável hoje e fim de papo. Que Del Nero e Andrés deixem de frescura e pensem um pouco, apenas um pouquinho só no querido, esquecido e largado Brasil
E tenho dito!

por: Chico Lang / gazetaesportiva
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terça-feira, 14 de junho de 2016

Cinco motivos que podem fazer Tite trocar o Corinthians pela Seleção

Desta vez, Tite não deverá recusar convite da CBF (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Principal candidato à vaga de técnico da seleção brasileira caso Dunga seja demitido, Tite, desta vez, reúne motivos para aceitar um convite da CBF para comandar o Brasil e tentar levar o time à Copa de 2018, na Rússia.

Depois de recusar sondagens no ano passado e em abril deste ano, Tite está mais propenso a realizar o sonho de dirigir a Seleção. Isso porque, no Corinthians, ele tem encontrado ruídos na comunicação com dirigentes e até jogadores – caso, por exemplo, de Cássio.
O GloboEsporte.com lista abaixo as cinco principais razões que podem fazer Tite ser, em pouco tempo, o novo técnico da Seleção.
SALTO NA CARREIRA
Tite é campeão da Libertadores, do Mundial de Clubes, do Brasileiro (duas vezes)... Já é o técnico mais vitorioso da história do Corinthians. Depois de campanhas de sucesso, o técnico sente que pode respirar novos ares em breve. Ele tem contrato com o Timão até dezembro de 2017, mas um convite da Seleção, desta vez, seria bem aceito. É um sonho que ele alimenta desde o fim da Copa de 2014. No elenco, há um desgaste natural. A ida de Cássio para a reserva, por exemplo, foi um processo traumático para os dois lados.
AGORA OU NUNCA
O técnico confidenciou a amigos que terá de assumir a seleção brasileira ainda em 2016 se quiser trabalhar na Copa do Mundo de 2018. Caso se confirme a demissão de Dunga nos próximos dias, o treinador avalia que a CBF dificilmente fará uma outra troca de comando até o torneio na Rússia. Além disso, Tite entende que após o próximo Mundial outros treinadores já tenham surgido para disputar espaço com ele. 
PROMESSAS E DESMANCHE
Em um ano e meio, Tite teve de lidar com dois desmanches no elenco – e um terceiro pode estar a caminho. Depois das saídas de Emerson Sheik, Guerrero e Fábio Santos, o técnico recebeu a promessa de que ninguém mais sairia até o fim do Brasileirão de 2015. Ninguém saiu, e o time foi campeão. Depois, porém, veio a surpresa: China e França levaram seis titulares da campanha vitoriosa e fizeram Tite remontar o elenco. Agora, Felipe puxa a fila de quem deve sair. Elias e Fagner podem ser os próximos. O técnico sente que não foi atendido pelos seus superiores.
APELO POPULAR
Ser quase uma unanimidade no país passou a mexer com Tite nos últimos meses. Elogiado até mesmo por torcedores rivais, o técnico sente que essa é a chance de dar um salto ainda maior na carreira e principalmente fazer algo novo para o futebol brasileiro. Um bom trabalho com a Seleção, com um eventual hexacampeonato, o colocaria como um dos principais treinadores da história do Brasil e também abriria as portas do mercado europeu.
TORCEDORES NO CT
A recepção de quatro torcedores organizados ao CT Joaquim Grava não foi bem digerida pela comissão técnica do Corinthians. Os organizados conversaram com diretores e jogadores num ambiente que deveria ser reservado, na visão de Tite. Desde então, ele evitou falar sobre o ocorrido, mas viu seus superiores defenderem a atitude. O presidente Roberto de Andrade, de quem ele é amigo, assumiu ter sido o autor da ideia da reunião. 
globoesporte

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